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Fuga da História?


Autor:

Domenico Losurdo

Número de páginas:

208

ISBN:

978-85-7106-305-1

Editora:

Revan

Categoria:

Filosofia

Peso:

260 g
R$ 39,00

Por toda parte, na Europa, na Ásia, nas Américas, surgem autores criativos que conseguem olhar para o passado sem ficar presos à nostalgia ou à decepção, e que produzem uma crítica do pensamento revolucionário que é ao mesmo tempo renovadora e atenta às formas novas de contestação ao capitalismo que os movimentos sociais vão produzindo, com insuspeitada energia, mundo afora.

Este livro de Domenico Losurdo é obra fundamental nesse processo de retomada do pensamento de esquerda. Historiador e pesquisador eminente, o autor vai longe na pesquisa dos movimentos sociais que no passado tiveram auge e depois sofreram derrotas, desde a revolta dos judeus contra o Império Romano, mas detendo-se naturalmente com mais atenção na Revolução Francesa e na Comuna de Paris, a fim de situar e analisar no tempo a Revolução Russa, com suas grandezas, suas fragilidades, sua herança.

Losurdo mostra as mil artimanhas com que o anticomunismo intimida, emprisiona ou até fascina os comunistas abalados pela derrota da URSS. Faz um histórico das múltiplas pressões que levaram a essa derrota, aponta com desassombro as falhas internas que enfraqueceram o regime soviético, sem se curvar porém à propaganda negativa maciçamente divulgada pela mídia ocidental a respeito dele.

A Revolução Chinesa, outro grande movimento que marcou o Século XX, mas que permanece em constante evolução e desafia o entendimento do mundo político e intelectual, é o segundo grande tema do livro, que se enlaça com o primeiro e lhe dá seqüência.

Losurdo vai longe também na História para mostrar os horrores cometidos pelas grandes potências capitalistas na China, em sua empreitada de colonização deste país, no início do Século XIX, para explicar o processo que culminou com a Revolução Chinesa, vitoriosa em l949. Examina as tremendas dificuldades internas e externas que o regime chinês teve e tem de enfrentar para consolidar-se, para preservar a independência de seu país, prover à alimentação, à saúde e à instrução de seu povo, que representa quase um quarto de toda a população mundial, ao mesmo tempo em que abre caminho para seu desenvolvimento material e cultural num sistema político que, mesmo cedendo espaços a conceitos e empresas capitalistas, não renuncia a seus propósitos de construção do socialismo.