Amazônia – riqueza, degradação e saque

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A obra contribui para conhecer o Brasil pela abordagem sobre uma de suas maiores e mais ricas regiões do continente americano, em seu processo histórico, desde sua base econômica e social. O autor trabalha com a contradição entre a riqueza natural e a pobreza social que atinge 28 milhões de habitantes. Ele destaca que a chamada Amazônia Legal brasileira é grandiosa, bela, impressionante, pois ocupa 61% do território nacional. A ­ floresta corresponde a 7% do planeta, 1/3 das ­ florestas tropicais, até 50% da biodiversidade da Terra e até 20% da água doce superficial do globo terrestre. Maior ­ floresta tropical, maior província mineral e principal reserva biogenética do planeta, é o maior bioma brasileiro, importante para o Brasil e para o equilíbrio do ecossistema do planeta como um todo. No entanto, a população da região é mantida na pobreza, em uma realidade do capitalismo dependente e periférico.

Para entender essa realidade regional, a autor busca responder a questões fundamentais, como: Por que sua integração à nação brasileira ocorre de forma subordinada ao grande capital nacional e estrangeiro? Que elementos autorizam a degradação do ecossistema amazônico levada a cabo pelas cadeias produtivas da mineração e do agronegócio? Por que o Estado brasileiro assume nas relações interiores e exteriores um papel subordinado e dependente ao capital?

O presente livro apresenta o exemplo mais evidente do que significa um país – e neste caso, dentro do país, uma região – estar inserido no chamado “capitalismo dependente” na plenitude de suas contradições. Se a Amazônia já merece nossa atenção pelo que ela é enquanto região, imagine, então, ter a possibilidade de desvendar seus segredos, compreender seu mais profundo significado e, ainda, nos desafiar em resolver suas contradições.

Nas palavras do autor,

“(…) a luta pela preservação da ­ floresta não pode ser desconectada da percepção de que necessitamos de um novo modelo de sociedade, não mais assentada na busca do lucro, mas do verdadeiro desenvolvimento humano, na qual os seres humanos possam se desenvolver plenamente e estabelecer relações não contraditórias e/ou degradantes com a natureza. Uma condição necessária para que se estabeleça outra relação entre sociedade e natureza e que se construa uma nova relação entre os seres humanos, desta vez pautada na igualdade social. Aqui deve residir nossa fonte de otimismo”.

Gilberto de Souza Marques é amazônico do Amapá, professor da Faculdade e do Programa de Pós-Graduação em Economia da UFPA. Sua atividade acadêmica se associa aos movimentos sociais. Junto a Indira Rocha Marques, escreveu e publicou Luta Camponesa e Reforma Agrária no Brasil (Sundermann, 2015).

 

Autor:
Gilberto de Souza Marques

Número de páginas:
296

ISBN:
9788577433490

Editora:
Expressão Popular

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