Amir

R$25,00

A escritora relata acontecimentos da vida pessoal, profissional e familiar da personagem que leva o nome de Amira, tendo como pano de fundo uma viagem que a própria Wilma fez ao Líbano. A obra vai muito além de um diário de viagem, porque traz observações singulares, íntimas, típicas de um olhar investigativo e curioso como o de Wilma Ary. “É difícil conhecermos nosso passado. Isso faz aflorar muitas coisas, talvez velhas histórias esquecidas em nossa memória espiritual”, disse Amira. Com uma linguagem leve, quase informal, Amira leva o leitor a visualizar – como se estivesse no local – a situação que ela descreve. A impressão é que se está frente a frente com ela, ora vendo-a apontar lugares que lhe chamam a atenção, ora subindo as montanhas, como as que a levaram à cidade libanesa de Brumana – local que muito a emocionou porque ali já havia vivido sua avó – ou, ainda, sentindo a batida forte do seu coração ao visitar Zahle, terra do pai Wadih Ary, a quem a mãe, Lulu, jovem inglesa, foi casada por três décadas e teve oito filhos. “Nos momentos em que a emoção vem, você percebe que a vida passou e está passando”. Amira é pura subjetividade. E isso dá para perceber logo na primeira página. A personagem se desnuda – pois escrever é isso – e demonstra como bem sentiu e bem viveu sua passagem pelo oriente, mesmo exigindo dela os enfrentamentos que uma volta às origens traz. Dá para arriscar até em dizer que ela peregrinou em busca de suas raízes mais profundas e parece que achou. Foi buscar respostas, sentir o cheiro do almíscar, ver com os próprios olhos o que os pais queridos viram e viveram. Amira quis conhecer de perto aquela cultura, sua gente, sentir o frio do inverno libanês, tomar café num bar onde mulher sozinha nenhuma entraria. O livro prende a atenção do leitor pela espontaneidade do personagem, tal como sua criadora Wilma Ary, ao lidar com assuntos de grande carga emocional. Quem a conhece sabe que Amira é seu reflexo: uma pessoa altiva, durona, livre, indecifrável e destemida. Tanto isso é verdade que numa passagem do livro, o leitor sente que nem mesmo a ditadura militar foi capaz de lhe dobrar. “O major que comandava a Oban cansou… Aí ele falou: ‘Eu vou te libertar’. Eu falei: ’Tudo bem, eu moro aqui perto, posso ir embora a pé’. ‘Não, não, eu vou te levar lá e te entregar na mão da sua mãe. Porque eu não quero que aconteça nada com você quando sair daqui até sua casa’.” Poderíamos aqui escrever muito mais sobre Amira, mas vale a pena ler o livro. São 163 páginas que prendem a atenção, como assim disse o jornalista Alipio Freire: “É daqueles livros que, quando encerramos a leitura da última página, nos perguntamos por que a autora não prosseguiu com a escrita”.

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REF: Amir Categoria:

Autor:
Wilma Ary

Número de páginas:
164

ISBN:
978-85-9177-440-1

Editora:
Independente

ID do produto: 8107

Informação adicional

Peso 0.2 kg