Brumadinho: 25 é todo dia

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Este livro é o resultado do envolvimento do autor com a comunidade, depois da destruição de Brumadinho, em 25 de janeiro de 2018. Uma espécie de crônica poética que expressa o pensamento, o sentimento, a dor e a revolta daqueles que perderam seus parentes e amigos com o rompimento da barragem de rejeitos pela mineradora Vale.

Em alguns momentos, o autor nos faz ouvir as vozes daqueles que foram levados pela lama tóxica, com a reconstrução dos fatos do crime ambiental e social. De acordo com Marina Paula Oliveira, moradora de Brumadinho e articuladora social da Arquidiocese de Belo Horizonte, “esta obra narra com tanta lucidez e verdade tudo o que temos vivido nos últimos meses”.

Um livro para conhecer a tragédia de Brumadinho com a força da palavra daqueles que estão envolvidos com os problemas na mineração no Brasil. E para aqueles que pretendem conhecer a realidade dos atingidos pelas grandes mineradoras e refletir sobre as alternativas de justiça e desenvolvimento social.

Trecho do livro

“A Vale mata! E ela fará de tudo para provar que, mesmo assim, é melhor. Sem mácula, pura de origem e a melhor opção. E ela comprará tudo: territórios, corpos e alma. Enquanto houver minério. Feita de metais, não sente. Robô gigante, treina bem. Especialista em maquiagem. Só engana porque mantém as rédeas. Controla o bolso. Em terras de único dono, o arrocho é sem dó. Mineração sempre destruiu. O que muda? A voz que se levanta, a voz das vítimas. Atingidos, a maioria. O desacordo. Na contramão, outra visão. Brasil só conhece extrativismo que extermina. No agora, o entreguismo. Sem possibilidades de autonomia. Enquanto as multinacionais decidirem, a terra do pau-brasil será colônia. Que insônia! Que a corda não estrangule mais! Acorda, povo de Santa Cruz!”.

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