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De quanta terra o ser humano precisa

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Lev N. Tolstoi (1828-1910) narra neste conto, publicado pela primeira vez em 1886, o conflito de Parrom, um camponês russo, que possuía a quantidade de terra necessária para plantar e dar de comer à família, mas se vê atraído pela tentação de ser um grande proprietário de terras. Tudo começou com a visita da cunhada que morava na cidade e criticava o modo de vida camponês da irmã caçula. Ao ouvir a esposa comentar com a irmã arrogante que não desprezava o trabalho agrícola e que se conseguissem mais terra, “não temeriam nem o diabo”, Parrom foi instigado pelo valor da propriedade da terra como forma de enriquecimento com ajuda do próprio satanás: “Muito bem”, pensou o diabo, “vamos apostar e te darei muita terra. Mas será pela terra que vou te pegar”.

Tolstoi presenteou as crianças com uma literatura fantástica para refletirem sobre as suas vidas e o avanço das relações capitalistas no campo, com o aumento da exploração dos camponeses, o surgimento dos mujiques, camponeses ricos, e dos latifundiários. Ao longo dessa impressionante narrativa, Parrom é provocado pelo demônio, incorporado por diferentes personagens, até se deparar com os povos originários da Bachquiria. Ali, onde a terra das estepes é usada para a vida, Parrom foi desafiado a conquistar o território que conseguisse percorrer em um dia a preço de quase nada; e, ao final, teve a recompensa merecida por tamanha ambição.

A leitura deste conto é indicada para leitoras e leitores de todas as idades, mas especialmente para as crianças, pois para o seu pleno desenvolvimento humano necessitam conhecer o verdadeiro valor social da terra em defesa da vida.

Trecho do texto:

“Parrom deitou-se no purrovik e não conseguiu dormir, ficou pensando nas terras. “Vou pegar”, pensava, “o equivalente a uma grande Palestina. Percorrerei umas 50 verstas no dia. O dia, hoje, é como um ano. Cinquenta verstas será muita terra. A que for ruim posso vender ou alugar aos mujiques, na terra boa eu mesmo vou morar. Comprarei dois bois e arados, empregarei dois camponeses, em 50 dessiatinas vou plantar e o resto deixarei para pastagem do gado”.

Tradução: Zoia Prestes | Ilustração: Verônica Fukuda

REF: 9786558910466 Categorias: , , , Tags: , , , ,

Autor:
Lev Nikolaievitch Tolstoi

Número de páginas:
56

ISBN:
9786558910466

Editora:
Expressão Popular

ID do produto: 79041

Descrição

Lev Nikolaievitch Tolstoi (Iasnaia Poliana,1828-1910) – Nasceu em 9 de setembro de 1828 em Iasnaia Poliana, na província de Tula, Rússia, como quarto filho de uma família de nobres. Tendo perdido os pais na infância, aos cuidados da tia desenvolveu uma grande afetividade pela vida camponesa em Iasnaia Poliana onde viveu toda a vida. Como jovem de origem nobre, compartilhou de práticas e valores de sua classe que o afastou da realidade dos oprimidos na Rússia czarista. No entanto, ao ingressar para o exército e vivenciar a desumanidade da guerra entre as potências imperialistas, como a Guerra da Crimeia, Tolstoi passou a ter uma visão crítica sobre o Império Russo. Com essa visão mais humanista, iniciou sua experiência na literatura com a produção de contos publicados em revistas. Em seguida, ao realizar viagens pela Europa ocidental, aprofundou sua crítica ao sistema dominante de vida. Em 1862, deu início a uma intensa produção literária: Guerra e Paz (1869) e Anna Karenina (1877), romances mais destacados desse período, além de novelas e contos, tornaram Tolstoi um dos maiores escritores russos.

Suas obras se tornaram instrumentos de luta contra a injustiça social, como a crítica que estabeleceu ao sistema judicial no romance Ressurreição (1899). Quando Tolstoi morreu, em 20 de novembro de 1910, Lenin escreveu, em homenagem, uma síntese de obra: “Leon Tolstoi se manifestou como um grande artista desde os tempos do regime da servidão. Em várias obras geniais, escritas por ele no transcurso dos longos cinquenta anos em que se prolongou a sua atividade literária, pintou de preferência a velha Rússia anterior à revolução, que depois de 1861 ficou em um regime de semisservidão; pintou a Rússia aldeã, a Rússia do latifundiário e o camponês. Ao pintar esse período da vida histórica da Rússia, Leon Tolstoi soube apresentar tantas questões fundamentais em seus escritos, alcançou em sua arte tão grande força, que suas obras figuram entre as melhores da literatura mundial”.

Informação adicional

Peso 0.136 kg
Dimensões 17 × 24 cm