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Deslocamentos do feminino – a mulher freudiana na passagem para a modernidade

R$57,00

Publicada originalmente em 1998, a obra foi atualizada pela autora para a nova edição e é dividida em três partes: a primeira, sobre a constituição da feminilidade no século XIX, busca a origem dos discursos aceitos até agora como descritivos de uma “natureza feminina”, eterna e universal; a segunda aborda o romance de Flaubert e apresenta Emma Bovary como um “paradigma da mulher freudiana, alienada nas malhas de um discurso em que seus anseios latentes não encontram lugar ou palavra”; a terceira, por fim, é dedicada às teorias freudianas sobre as mulheres e a sexualidade feminina e suas repercussões na psicanálise contemporânea. Maria Rita examina alguns pontos da biografia de Freud e tenta entender o que o pai da psicanálise falhou em escutar nas queixas das mulheres a quem ele mesmo deu voz.

“Este não é um livro sobre a história das mulheres, embora eu tenha precisado passar por um pouco de história para entender como se constituíram e se fixaram os discursos sobre as mulheres e a feminilidade na era moderna”, diz a autora, no prefácio desta obra. “Esta tampouco é uma pesquisa sobre as representações da mulher no Ocidente, embora eu discuta essas representações a partir do romance Madame Bovary, de Gustave Flaubert.” Maria Rita toma a literatura como documento sobre o imaginário de uma época, capaz de revelar os ideais de gênero nos quais Freud se baseou, até a década de 1930, para conceber sua teoria sobre a feminilidade e que até hoje influencia os ideais de cura na clínica psicanalítica.

Mas o que querem as mulheres? Para Freud, a cura das histéricas (o mal-estar feminino por excelência no século XIX) equivalia a devolvê-las à mesma feminilidade da qual elas se desajustavam. Para Maria Rita, hoje podemos pensar na histeria como um feminismo espontâneo, que recusa uma identificação com uma natureza feminina eterna e universal – ou, como propõe: “se existe uma cura para as mulheres (…) ela passa pela (re)conquista do que, sendo dos homens, não tem por que não ser das mulheres também”. Um pênis? Não, mas uma ou mais de suas infinitas faces, que aparecem no campo de “escolhas de destino” das mulheres como sujeitos – sobretudo, como sujeitos desejantes.

 

REF: Deslocamentos do feminino – a mulher freudiana na passagem para a modernidade Categorias Gênero, Orientação e Identidade, Psicologia Etiquetas: Boitempo, Feminismo, Maria Rita Kehl, Psicanálise

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REF: Deslocamentos do feminino - a mulher freudiana na passagem para a modernidade Categorias: , Tags: , , ID do produto: 11576

Autor:
Maria Rita Kehl

Número de páginas:
232

ISBN:
9788575595053

Editora:
Boitempo

Informação adicional

Peso 0.374 kg
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Livraria e Editora Expressão Popular

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