Dossiê 22 – Nuestra América Latina e Caribenha

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Os povos da América Latina e do Caribe enfrentam há alguns anos um novo avanço do imperialismo e do capital, da direita e dos projetos neoliberais e conservadores. Essa ofensiva, que promove um renovado processo de recolonização de nossos países e uma agenda de reformas pró-mercado reproduzidas em cada país, tem trazido consequências e mudanças regressivas tanto no plano social e econômico como no político e democrático. Diante dela, novos processos de luta e mobilização popular têm ocorrido na região, como mostram os recentes ciclos de protestos e levantamentos no Chile, Equador e Haiti, para mencionar apenas os epicentros atuais das resistências populares. Os efeitos de suas políticas corroeram a legitimidade dos governos que as promoveram, como se expressou na Argentina na recente eleição presidencial, ou no Brasil, com a queda de popularidade de Jair Bolsonaro. Entretanto, tudo isso está longe de significar o fim da ofensiva neoliberal ou o retrocesso dos poderes econômicos que a fomentam, cuja força se sustenta no controle do capital, na violência e nos meios de comunicação.

Esse cenário complexo de uma batalha em curso coloca uma série de desafios e questões para os movimentos populares e o pensamento crítico. Entre as principais perguntas que surgem, a primeira seria: quais são as características deste ciclo regressivo, e qual a profundidade e efeitos, em termos sociais e subjetivos, das transformações que têm sido impostas ou estão sendo levadas adiante? Nesse sentido, quais são as especificidades do capitalismo contemporâneo e da agenda de mudanças atuais? Em contrapartida, a dimensão imperial desses processos nos leva a perguntar: quais são as estratégias e os modos de intervenção promovidos sobre a região pelo governo dos EUA? Qual o papel do contexto global de declínio do império estadunidense e de disputas geopolíticas globais? Quais possibilidades e desafios surgem com a emergência da China como novo centro hegemônico do capitalismo global? Finalmente, está o debate sobre quais são as formas políticas, os modos de governo e de subjetivação social que essa ofensiva neoliberal adota e, particularmente, em qual momento dela nos encontramos em âmbito regional. Diante disso, surgem as perguntas sobre quais resistências, forças e programas populares que aparecem. Como repensar hoje as alternativas e a construção de um projeto popular de mudança? Quais fortalezas e debilidades os projetos progressistas e populares que ocorreram previamente nos deixaram como legado?

Essas perguntas, e outras certamente, condensam os desafios que enfrentam os movimentos populares e o pensamento crítico latino-americano. Começando com uma reflexão sobre o passado e o presente deste último, apresentamos a seguir uma síntese do debate ocorrido no I° Seminário Latino-americano organizado pelos escritórios de Buenos Aires e São Paulo do Instituto Tricontinental de Pesquisa Social, no final de maio de 2019.

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Autor:
Instituto Tricontinental de Pesquisa Social

Número de páginas:
25

ISBN:
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Editora:
Instituto Tricontinental de Pesquisa Social

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