Estação paraíso

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Desde aquela primeira e pequena tiragem artesanal de 1992, vários amigos que a receberam, e outros que posteriormente tiveram acesso aos textos, me sugeriram que os publicasse. Alguns até me cobraram que o fizesse. Gostaram. Mas meus amigos costumam ser generosos. O tempo foi passando. Agora (2007), porém, uma razão maior se apresentou. Neste ano, completaram-se 35 anos do assassinato de Lola, uma das mais encantadoras e delicadas mulheres que se puseram em armas contra o regime instalado com
o golpe de 1964 e que combateram lado a lado conosco, tendo em mira a construção de uma sociedade igualitária, justa e livre. Uma sociedade socialista.

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REF: Não aplicável Categoria:

Autor:
Alípio Freire

Número de páginas:
126

ISBN:
9788577430215

Editora:
Expressão Popular

ID do produto: 61547

Descrição

Pode ser arte de 1 pessoa

A vida de Alípio foi toda dedicada à construção de uma ponte para a utopia, como ele mesmo dizia, uma sociedade em que a classe trabalhadora seja proprietária dos meios de produção, umas sociedade aberta à felicidade de todos.
Ainda jovem, Alípio participa ativamente na resistência ao golpe civil-militar de 1964 desde os primeiros momentos, atuando como jornalista; passa depois a integrar a Ala Vermelha, organização de luta armada contra a ditadura; é preso e barbaramente torturado pelas forças da repressão no Deops, depois vai para o presídio Tiradentes. A sua presença está marcada nas diversas organizações de trabalhadores que surgem com o fim da ditadura, tendo especial destaque o seu papel na organização do Partido dos Trabalhadores.
Alípio contribuiu também com diversos sindicatos e movimentos populares, entre os quais o MST, na edição da Revista Sem Terra; seu papel na recuperação da memória histórica da resistência à ditadura civil-militar é algo também marcante, não apenas em sua colaboração no Memorial da Resistência – antiga sede do Dops em São Paulo – mas sobretudo por sempre estar disposto a debater esse tema junto à juventude; autor de muitos textos, entrevistas e livros, sua contribuição é de fato inestimável.
Desde a fundação da Expressão Popular, em 1999, Alípio é membro do conselho editorial.
Dono de um acúmulo cultural invejável – além de todo seu acúmulo teórico-organizativo, era também um exímio desenhista e poeta –, contribuiu de maneira decisiva para que a nossa editora se consolidasse e cumprisse sua tarefa histórica junto aos trabalhadores.
Estas palavras não são suficientes para expressar a grandeza desse nosso camarada, assim como nossa tristeza e indignação. Reafirmamos nosso compromisso de seguirmos na batalha das ideias para contribuirmos na construção da tão sonhada sociedade pela qual nosso querido Alípio lutou até o fim. Para nós, essa é a melhor forma de darmos continuidade à sua batalha.
Alípio presente!

Informação adicional