Florestan Fernandes na Constituinte (Livro Virtual)

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Florestan Fernandes acompanhava a luta de classes dentro e fora do parlamento (…). Hoje, é preciso que a população conquiste ou consolide os conselhos de participação popular, os instrumentos de democracia direta, a liberdade plena de manifestação e uma verdadeira reforma política. Ler (e reler) Florestan Fernandes sobre o processo da constituinte é um fogaréu anunciado: ontem, como hoje, seus escritos incendeiam os corações e as mentes da juventude brasileira.

Lincoln Secco (Professor Docente de História Contemporânea na Universidade de São Paulo – USP)

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Autor:
Florestan Fernandes

Número de páginas:
315

ISBN:
-

Editora:
Expressão Popular

ID do produto: 37969

Descrição

Florestan Fernandes (1920-1995) foi um intelectual brasileiro comprometido com os “de baixo”, como ele mesmo se apresentava: “socialista, militante de movimentos de protesto social, sociólogo e professor” que contribuiu para a compreensão da realidade social brasileira, para a defesa dos direitos dos trabalhadores, dentre eles, o direito à educação e à igualdade racial.

Foi professor na Universidade de São Paulo desde 1945, catedrático em 1964, mas cassado pelo AI-5, em 1969. No exílio, foi professor em universidades canadenses e estadunidenses. Em 1978, já no Brasil, foi convidado a lecionar na PUC/SP. Em 1986, foi eleito deputado federal à Constituinte, pelo Partido dos Trabalhadores, e reeleito em 1990. Dentre vasta produção intelectual, destacamos as obras publicadas pela Expressão Popular:  A universidade brasileira: reforma ou revolução?, Da guerrilha ao socialismo: a revolução cubana, Apontamentos sobre a “Teoria do Autoritarismo, Poder e contrapoder na América Latina, O que é revolução?, O significado do protesto negro, A contestação necessária.

Em seu centenário de nascimento [22/07/2020], o povo brasileiro relembra a sua trajetória comprometida com a causa da emancipação da humanidade. Como sociólogo, foi considerado fundador da sociologia crítica no Brasil, e grande intérprete do marxismo na América Latina. Com isso, contribuiu para o estudo das questões raciais, da escravidão e da abolição, sob a ótica da luta de classes, bem como do debate sobre a revolução burguesa no Brasil e as tarefas revolucionárias na América Latina e no Brasil. Como lembrou Antonio Candido sobre seu grande amigo Florestan: “Creio que ele foi o primeiro e até hoje o maior praticante no Brasil desse tipo de ciência sociológica, que é ao mesmo tempo arsenal da práxis, fazendo o conhecimento deslizar para a crítica da sociedade e a teoria da sua transformação.

Informação adicional