História da Comuna de 1871

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Esse livro A história da Comuna de 1871, de Hippolyte Prosper-Olivier Lissagaray, que a Editora Expressão Popular acaba de publicar em parceria com a Adunirio – filiada ao Andes-SN – é uma obra clássica, que teve uma edição no Brasil pela editora Ensaio, em 1991, por ocasião dos 120 anos da Comuna.

Na Apresentação desta obra, o professor Paulo Douglas Barsotti destaca que “as classes dominantes capitalistas sempre cobriram com um manto de obscurantismo a história dos trabalhadores e, em especial, de seus movimentos revolucionários. A Comuna de Paris de 1871 é um capítulo exemplar dessa ‘conspiração do silêncio’, que ignora a primeira revolução vitoriosa dos trabalhadores e tenta jogá-la na vala comum do esquecimento. Evento histórico banido da maior parte dos livros de história no Brasil e no mundo, ou, quando muito, referido em poucas linhas como a “revolução horrenda” e minimizada sua importância”.

Essa obra – conforme descreve Eleanor Marx Aveling, filha de Karl Marx, no texto de Introdução à primeira edição inglesa, em 1886 – “é a única história autêntica e confiável que já foi escrita do movimento mais memorável dos tempos modernos. É verdade que Lissagaray foi um soldado da Comuna, mas ele teve a coragem e a honestidade de falar a verdade. […]. E é esta imparcialidade, este cuidado em evitar qualquer afirmação que possa ser considerada duvidosa, que deve recomendar esta obra aos leitores ingleses”.

Eleanor Marx destaca que não basta que sejamos claros quanto às ‘atrocidades’ da Comuna. “É tempo de as pessoas compreenderem o verdadeiro significado desta Revolução; e isto pode ser resumido em poucas palavras. Significou o governo do povo pelo povo. Foi a primeira tentativa do proletariado se autogovernar”. Segundo ela, o estabelecimento da Comuna não significava a substituição de uma forma de dominação de classe por outra, mas sim a abolição de toda a dominação de classe. “Significou a substituição da produção capitalista pela verdadeira cooperativa, isto é, a comunista, e a participação nesta revolução dos trabalhadores de todos os países significou a internacionalização, e não apenas a nacionalização da terra e da propriedade privada”.

E, nas palavras do próprio autor, a Comuna “foi apenas um combate de vanguarda”, que não teve tempo “para desenvolver suas ideias nem suas legiões […], mas que potente vanguarda, que durante mais de dois meses manteve na expectativa as forças coligadas das classes governantes; que imortais soldados os que, nos mortais postos avançados, respondiam ao versalhês: estamos aqui pela humanidade”.

Assim é essa obra ajuda conhecer essa história a partir da perspectiva de um de seus participantes ativos. É uma forma de aprendermos com a história e com a luta dos que vieram antes de nós para conseguirmos avançar na construção de uma sociedade sem classes.

Tradução: Sieni Maria Campos

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REF: 9786558910244 1 Cartaz da Comuna Categorias: , , , , , Tags: , , , ,

Autor:
Hippolyte Prosper-Olivier Lissagaray

Número de páginas:
608

ISBN:
9786558910244

Editora:
Expressão Popular

ID do produto: 64743

Descrição

Sobre o autor

Hippolyte Prosper-Olivier Lissagaray foi escritor literário e palestrante, um jornalista republicano e um socialista revolucionário francês. Viveu a Comuna, lutou por ela, foi banido, sempre na defesa da emancipação humana. Eternizou os comunardos e conservou seu grito: “estamos aqui pela humanidade!” Ele foi um historiador militante – atento, cuidadoso, com grande base documental e extremo rigor na interpretação.

Informação adicional

Peso 0.623 kg
Dimensões 14 × 21 cm