Minas do ouro

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Desde os primeiros dias em seu novo domínio, a Coroa Portuguesa estimulou a busca de metais preciosos no Brasil. Muitos oportunistas e aventureiros se arriscaram nesta busca. Não foi diferente para os varões da família Arienim, que, de geração em geração, foram marcados pelas desgraças que a sede do tesouro viria a causar. Protagonistas de Minas do ouro, os Arienim ganham vida pelas mãos de ficcionista de Frei Betto, neste que é seu primeiro romance histórico. Cinco séculos da história das Minas Gerais estão condensados nesta narrativa empolgante e surpreendente.

Localizado ao sul do equador, o Brasil era considerado pelos portugueses o Paraíso na Terra, onde todas as riquezas do mundo estariam concentradas em abundância. Haveria aqui tesouros em forma de ouro, diamantes e outras pedras preciosas. Uma possibilidade viável, já que os espanhóis tinham descoberto seu Eldorado na América colonizada por eles. Por que não no Brasil? Se em se plantando tudo dá, por que não se escavando? Se o solo é rico, o subsolo também não o seria?

A saga dos Arienim se inicia com Fulgêncio, criador de mulas para transporte, que já se encontrava fatigado com os altos e baixos do ofício; mais baixos do que altos, uma vez que a recente a chegada dos escravos trazidos da África substituiria muito da força de trabalho prestada pelos muares no Brasil Colônia.

Foi em Salvador, então capital desta terra, que Fulgêncio viu sua vida mudar, ao receber uma herança “maldita”: um documento entregue a ele por um oficial inglês à beira da morte, apunhalado pelas costas por uma prostituta. No papel, o mapa trazia uma frase e um desenho incompletos. Viu ali a promessa de um tesouro que viria a transformar profundamente a sua vida e de todos os outros Arienins que o sucederam.

Fulgêncio e seus descendentes dedicaram suas vidas à busca de um ambicionado tesouro. Mas para encontrá-lo, o mapa, passado ao longo das gerações, tinha de ser decifrado. Nesta tentativa, varões da família iam atrás das oportunidades que surgiam. De Salvador, no rastro dos bandeirantes, para a Capitania de São Vicente, futuro Estado de São Paulo; da São Paulo do café para os recônditos das Minas Gerais, onde a sede do ouro no país chegou ao seu auge.

De Fulgêncio para a atual geração, passaram-se muitos Arienins: Prudêncio, Olegário, Vitorino, Otaviano, Ambrósio, Maria Veridiana, Antenor, Walter e um jovem jornalista que, no Brasil do século XX, registra em livro a história do mapa e de sua família ao descobrir conexões durante pesquisa jornalística que abrange França, Hungria e Inglaterra.

Por meio dessa bem engendrada e envolvente trama, o mineiro Frei Betto presta uma homenagem, neste lançamento, aos 300 anos da fundação das cidades de Ouro Preto, Mariana e Sabará, completados em 2011.

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Autor:
Frei Betto

Número de páginas:
272

ISBN:
9788532526892

Editora:
Rocco

Informação adicional

Peso 0.216 kg
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Livraria e Editora Expressão Popular

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