Movimento socialista e partidos políticos

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Este livro “Movimento socialista e partidos políticos” de Florestan Fernandes é fruto de uma conferência realizada por ele na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), em 1978. Em um período em que se iniciava a crise da ditadura civil-militar que, não obstante, recrudescia a repressão; era um momento também em que crescia o movimento de massas de resistência à ditadura, cujo maior expoente foram as greves do ABC paulista. Florestan já havia assumido para si a tarefa de “pedagogo da revolução” dedicando todo o seu acúmulo intelectual e esforços teóricos a pensar caminhos para a construção da revolução brasileira.

Nesse livro, o autor se detém sobre os objetivos estratégicos que devem nortear todos os socialistas revolucionários, sobre a construção do socialismo e sobre as táticas da luta revolucionária no Brasil e na América Latina. Diante dos vários movimentos que surgiam à época, de maneira “espontânea”, como resistência à ditadura, Florestan contrapõe a necessidade de formação de um movimento socialista, ligado à construção de partidos revolucionários. Sem o trabalho do partido, a formação dessa força social anticapitalista e socialista seria frágil. E o partido socialista, sem essa força muito maior que ele, seria débil.

Assim o Florestan desenha uma estratégia revolucionária, considerando a dinâmica do capitalismo dependente brasileiro, em que o movimento socialista seria a confluência das forças anticapitalistas tanto para impulsionar as reformas quanto para alimentar a revolução contra a ordem e organizar a sociedade em novas bases.

Para o autor, a forma de ser autocrática da burguesia brasileira, que se consolida com o golpe de 1964, acabava com duas ilusões cultivadas anteriormente pela esquerda no Brasil: a primeira, que a burguesia pudesse realizar reformas ou revoluções dentro da ordem. Isso já não era mais possível. O que a burguesia seria capaz de fazer era organizar a contrarrevolução para garantir a defesa final da ordem capitalista. A segunda ilusão era acabar com o mito da democracia burguesa. Apesar de ter sido escrito há mais de 40 anos, a análise de Florestan guarda uma grande atualidade e tem fundamental importância e relevância para a organização das forças sociais empenhadas na construção de um país livre e justo.

Portanto, essa obra – uma parceria da Editora Expressão Popular com o ANDES-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior) – traz uma reflexão importantíssima sobre temas candentes da luta revolucionária, com suas particularidades em cada tempo histórico.

1ª edição: maio de 2021

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Descrição

Sobre o autor

Florestan Fernandes (1920-1995) foi um intelectual brasileiro comprometido com os “de baixo”, como ele mesmo se apresentava: “socialista, militante de movimentos de protesto social, sociólogo e professor” que contribuiu para a compreensão da realidade social brasileira, para a defesa dos direitos dos trabalhadores, dentre eles, o direito à educação e à igualdade racial.

Foi professor na Universidade de São Paulo desde 1945, catedrático em 1964, mas cassado pelo AI-5, em 1969. No exílio, foi professor em universidades canadenses e estadunidenses. Em 1978, já no Brasil, foi convidado a lecionar na PUC/SP. Em 1986, foi eleito deputado federal à Constituinte, pelo Partido dos Trabalhadores, e reeleito em 1990. Dentre vasta produção intelectual, destacamos as obras publicadas pela Expressão Popular:  A universidade brasileira: reforma ou revolução?, Da guerrilha ao socialismo: a revolução cubana, Apontamentos sobre a Teoria do Autoritarismo, Poder e contrapoder na América Latina, O que é revolução?, O significado do protesto negro, A contestação necessária.

Informação adicional

Peso 0.089 kg
Dimensões 12 × 18 cm