Não posso ser quem somos? Identidades e estratégia política da esquerda

R$36,00

E de repente fez-se direita. Foi mesmo de repente? Em todo o caso, tudo o que parecia improvável ao longo dos anos recentes aconteceu. Assim, com esse tipo de inquietação, segundo os autores – Andrea Peniche, Bruno Sena Martins, Cristina Roldão e Francisco Louçã – resulta esse livro Não posso ser quem somos? Identidades e estratégia política da esquerda.

Esta obra, tecida a várias mãos, traz à luz questões prementes para pensar os desafios políticos organizativos das esquerdas. Mas eles tratam menos do passado recente e mais do presente, pois preferiram escolher os dois temas que decorrem dessa surpresa: será que o discurso ou a ação da esquerda tem ajudado a criar as condições para o reforço da direita? O que a esquerda deve fazer agora no novo mapa político para contrariar as ameaças, mas também para se reorganizar para além da contrarresposta?

Assim, este livro registra percursos diferentes, experiências distintas e ideias próprias de cada uma delas, mas, ao mesmo tempo, dá conta de um trabalho coletivo, a oito mãos, de imaginação política sobre a esquerda do futuro. Discutindo quatro questões e dedicando a cada uma o seu capítulo: o que são as identidades e o que nos define como seres humanos na sociedade em que vivemos, ou como se deve identificar a identidade; como o movimento feminista contribui no mundo de hoje para uma democracia democrática; como se constituiu o capitalismo ao longo da história, criando discriminações inscritas no corpo e na vida de populações submetidas; e, finalmente, como a luta antirracista se define e se envolve com todas as formas de viver a vida.

Nas conclusões os autores explicam porque entendem que há um amplo potencial de emancipação e expressão política nesses processos de reconhecimento e quais as possibilidades para alianças mutuamente mobilizadoras, num horizonte que jamais descura da redistribuição e da necessidade de uma resposta anticapitalista de transformação social.

Por fim os autores apresentam suas propostas sobre como reconstruir e remobilizar a esquerda para vencer a nova direita, e querem discuti-las com quem lê estas páginas, dedicando-as a todas e todos que lutam pela liberdade no Brasil e vão vencer a ameaça Bolsonaro.

Confira ainda o Programa Se Expresse do Clube do Livro da Expressão Popular com a entrevista exclusiva de Francisco Louçã, clique aqui!

98 em estoque

Descrição

Sobre os autores:

Andrea Peniche – Licenciada em Filosofia e mestre em Estudos de Género pela Universidade do Porto. Ativista do coletivo feminista A Coletiva, um dos organizadores da Greve Feminista Internacional em Portugal. Autora do livro Elas Somos Nós: O direito ao aborto como reivindicação democrática e cidadã e de diversos textos em obras coletivas e publicações sobre temáticas feministas.

Bruno Sena Martins – Pesquisador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (CES/UC). É co-coordenador do Programa de Doutoramento Human Rights in Contemporary Societies e co-coordenador no Programa de extensão acadêmica “O Ces vai à Escola”. É docente no Programa de Doutoramento “Pós-colonialismos e cidadania global”. Entre 2016 e 2019 desempenhou no CES as funções de Vice-presidente Conselho Científico do CES/UC e entre 2013 e 2016 foi Co-coordenador do Núcleo “Democracia, Cidadania e Direito” (DECIDe) do CES/UC. É Licenciado em Antropologia e Doutorado em Sociologia. Os seus temas de interesse preferenciais são o corpo, a deficiência, os direitos humanos e o colonialismo. No âmbito da sua pesquisa realizou trabalho de campo em Portugal, na Índia e em Moçambique, mantendo ainda estreitas ligações com a academia Brasileira. Realizou dois filmes documentais de divulgação científica. Em 2006, foi galardoado com Prémio do Centro de Estudos Sociais para Jovens Cientistas Sociais de Língua Oficial Portuguesa. Em 2007, esteve como Research Fellow no Centre for Disability Studies (CDS), na School of Sociology and Social Policy da Universidade de Leeds.

Cristina Roldão – Socióloga, professora convidada da ESE-IPS, investigadora no CIES-IUL e membro da coordenação da secção temática Classes, Desigualdades e Políticas Públicas da APS. As desigualdades sociais perante a escola são o seu principal domínio de pesquisa, com particular enfoque nos processos de exclusão e racismo institucional que tocam os afrodescendentes na sociedade portuguesa, sendo essas as questões abordadas na sua tese de doutoramento e em pesquisas recentes de que fez parte, como “Caminhos escolares de jovens africanos (PALOP) que acedem ao ensino superior” (2015). Para além do espaço académico em stricto sensu, tem participado na avaliação externa de programas como o Programa Escolhas (2006/07) e os Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (2010/11); em estudos prospetivos como o projeto “Impactos da Redução do Número de Alunos/Turma” (2017); foi membro da equipa de missão do Observatório de Trajetos dos Estudantes do Ensino Secundário (2006/09); e tem participado no debate público alargado sobre o racismo  e desigualdades étnico-raciais na sociedade portuguesa.

Francisco Louçã – Economista e professor catedrático na Universidade de Lisboa (ISEG). Publicou nos anos recentes uma trilogia sobre as classes sociais em Portugal, com João Teixeira Lopes, Jorge Costa e Lígia Ferro (Os Burgueses, 2014; As Classes Populares, 2017; e As Classes Médias, 2019) e um estudo sobre a crise financeira (Sombras, 2017, com Michael Ash). Foi deputado e é membro do Conselho de Estado.

Informação adicional

Peso 0.226 kg
Dimensões 14 × 21 cm