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[PRÉ-VENDA] Víctor: uma canção inacabada

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(atenção: envios a partir de 01/02/2022)

Víctor: uma canção inacabada é uma narrativa épica, a partir do olhar autobiográfico de Joan, companheira do compositor chileno Víctor Jara, sobre a cultura popular cultivada no solo da revolução chilena durante o governo de Salvador Allende. Um livro de memórias sobre uma canção inacabada de uma revolução interrompida, um apelo à justiça social. A obra é resultado de uma promessa de Joan, depois do assassinato do companheiro pela ditadura Pinochet, quando estava a caminho do exílio: “Tinha que contar ao mundo exterior, em nome dos que não podiam fazê-lo, sobre os sofrimentos do povo. Faria tudo que estivesse ao meu alcance para que Víctor, através de sua música e suas gravações, continuasse trabalhando pela causa que abraçara como sendo a sua própria. Seus assassinos haviam subestimado o poder da canção”.

Joan apresenta a trajetória de Víctor Jara, nos anos 1960/1970, construindo coletivamente uma cultura popular, como a Nova canção chilena, plasmada nas poblaciones, nas fábricas, no campo, nas manifestações estudantis, com os conteúdos da justiça social e da solidariedade de classe. Da memória viva sobre a sua história de amor com Víctor, militante do Partido Comunista Chileno (PCC) cuja geração de lutadores sociais criou uma nova cultura, uma comunicação direta e intensa com as amplas massas, com raízes nas tradições populares, para o fortalecimento das organizações da classe trabalhadora chilena e para a construção de uma sociedade mais justa.

Publicado originalmente na Inglaterra, em 1983, Víctor: uma canção inacabada foi também impresso na Alemanha, Suécia, Rússia, Itália, Japão, Bélgica, Dinamarca e Finlândia. A presente obra editada pela Expressão Popular foi atualizada, corrigida e revisada de acordo com a mais recente edição chilena, pela Fundação Víctor Jara (2020). Além do álbum de fotos, este livro traz para as/os leitoras/es uma seleção das canções de Víctor no contexto cultural e político de sua criação, incluindo a última canção inacabada contra o fascismo e pelo socialismo, escrita durante a prisão no Estádio Chile (atual Estádio Víctor Jara), junto aos 5 mil prisioneiros.

Trecho do livro

Dominava-me uma sensação de luta inacabada, a luta de um povo que tentava modificar pacificamente sua sociedade, obedecendo a normas que seus inimigos pregavam mas não praticavam. Sentia-me como se fosse não uma pessoa, mas mil, um milhão. O tormento não era só pessoal; era uma dor compartilhada que uniu muitos de nós, mesmo que que tivéssemos sido obrigados a nos separar, com alguns permanecendo no Chile e outros fugindo para cada canto do mundo.” (Joan Jara)

Leia aqui um trecho do livro Víctor: uma canção inacabada

Escute aqui o disco El derecho de vivir en paz e baixe gratuitamente!

Crédito da capa: Thereza Nardelli (@zangadas_tatu)

REF: 9786558910381 Categorias: ,

Autor:
Joan Jara

Número de páginas:
352

ISBN:
978-65-5891-038-1

Editora:
Expressão Popular

ID do produto: 80404

Descrição

SOBRE A AUTORA

Joan Jara – Joan Alison Turner Roberts é ativista dos direitos humanos, bailarina, coreógrafa, professora de dança, e escritora, viúva do compositor, músico, cantor e diretor teatral chileno Víctor Jara. Nasceu em 1927, em Londres, numa família proletária simpatizante do socialismo, vivenciou a Segunda Guerra Mundial, com os ataques aéreos nazistas sobre a população britânica, e descobriu na dança o sentido da liberdade. Se formou como bailarina na escola de Sigurd Leeder (1947-1950) e integrou o Ballets Jooss (1955), no qual interpretou papéis como a guerrilheira, em A mesa verde, uma das obras-primas do século XX, de crítica à guerra imperialista. Casou-se com o chileno Patrício Bunster (1953-1960), colega bailarino e coreógrafo, com quem iniciou a sua vida no Chile, com quem teve a primeira filha, Manuela (1960). Entrou para o Ballet Nacional Chileno e lecionou dança na Universidade do Chile. Entre 1965 e 1973, integrou ativamente iniciativas de aproximação entre a dança moderna e os setores populares. Em 1960, iniciou seu relacionamento com Víctor Jara, com quem teve sua segunda filha, Amanda, e com quem participou do movimento de artistas que apoiavam o governo da Unidade Popular. Com o desencadeamento do golpe empresarial-militar de 1973, e com o assassinato de Víctor Jara, Joan foi exilada, junto com as filhas Manuela e Amanda, na Inglaterra. Desse dia em diante, adotou o nome de Joan Jara e passou dez anos em atividades militantes de denúncia das violações aos direitos humanos no Chile. Retornou em 1984 e, com Patricio Bunster, fundou o Centro de Dança Espiral, e em 1993, junto às filhas, a Fundação Víctor Jara para promover e divulgar a sua vida e obra.

Informação adicional

Peso 0.479 kg
Dimensões 16 × 23 cm