Resistência e luta conquistam território no Araguaia mato-grossense

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Trata-se de um grande compilado de material que busca traçar o histórico de ocupação do território do Araguaia Mato-Grossense, com base em pesquisa realizada ao longo de todo o tempo de atuação de Antônio Canuto, da Comissão Pastoral da Terra, na região. O interesse do livro reside principalmente na perspectiva do relato: é basicamente um livro do ponto de vista dos expropriados indígenas e, posteriormente, sem-terras. É dividido em partes, acompanhando a cronologia da ocupação: 1) Os povos indígenas; 2) o Araguaia: caminho de penetração de não indígenas; 3) não indígenas se estabelecem às margens do Araguaia; 4) As colonizadoras.

TRECHO DO LIVRO

“Acompanhamos nestas páginas como o território da região foi conquistado num grande processo de resistência e de luta de homens e mulheres que se empenharam em defender seus direitos e em reafirmar sua cidadania.

Apesar destas conquistas, o latifúndio ainda impera. E o agronegócio desfecha todos os dias pesados ataques contra as terras indígenas e as áreas ocupadas.

Nas primeiras décadas do século XXI assistimos a um avanço veloz da soja e do milho, ocupando espaços antes reservados só às pastagens, e avançando vorazmente sobre áreas conquistadas com muito suor pelos pequenos agricultores e sem-terra. E estas plantações vêm acompanhadas de um uso intensivo de agrotóxicos. Aviões fazem a aplicação dos venenos por pulverização aérea. Máquinas agrícolas também fazem este trabalho em áreas menores. Muitos dos agricultores cederam à ilusão do lucro rápido e fácil e venderam ou arrendaram suas terras para os plantadores de grãos.

Os que se apegam ao chão que conquistaram acabam ilhados em meio ao mar de soja e forçados a deixar sua área, pois não há saúde que resista à chuva de agrotóxicos despejada constantemente nas plantações vizinhas e que atinge suas lavouras e suas casas. Até núcleos urbanos são atingidos e pessoas relatam problemas de saúde que vêm sentindo. Áreas conquistadas pelos indígenas ainda sofrem pressões de toda sorte.

Mas a vida continua pulsando intensamente. […] Sementes de resistência estão espalhadas e só esperam um tempo bom, uma chuva benfazeja, para brotar. Junto com a conquista da terra, foram conquistados também o direito à arte, à cultura, à educação, direitos que precisam ser preservados e alimentados cotidianamente para não murcharem.”

Antônio Canuto é jornalista, colaborador e membro fundador da Coordenação Nacional da Comissão Pastoral da Terra (CPT).

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Autor:
Antônio Canuto

Número de páginas:
368

ISBN:
9788594820426

Editora:
Outras Expressões

ID do produto: 32751

Informação adicional

Peso 0.553 kg
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