Revolução coreana, A

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O futurismo de ficção científica da paisagem urbana de Piongyang, capital da Coreia do Norte, dá uma pista da complexidade do regime que a governa desde o fim da Guerra da Coreia (1950-1953) e contradiz a imagem caricatural do país, cultivada em todo o mundo, inclusive por setores da esquerda.

Para compreender a Revolução Coreana e o socialismoZuche, de características originais, sugere esta obra, é preciso levar em conta uma história que começa na antiguidade. No enredo despontam de questões geopolíticas milenares e elementos da cultura asiático-confuciana a fenômenos como a invasão japonesa e os movimentos revolucionários russos e chineses ao longo do século 20, além da guerra que dividiu a península em duas repúblicas no começo dos anos 1950.

A forte ênfase do regime na autonomia, por exemplo, e aspectos da diplomacia, explicam-se pelo fato de ser a Coreia do Norte a única pequena nação do planeta encravada entre três grandes potências (China, Japão e Rússia). E a divisão territorial que estabeleceu o regime capitalista no sul aumentou substancialmente o nível de tensão na região, transformado o país em área tampão das potências socialistas do norte.

Para os autores, também resultam desse contexto, além da busca por autonomia, o “relativo isolamento”do país e a “opacidade do regime”, bem como a extrema militarização do Estado e da sociedade. Já o nacionalismo exacerbado refletiria a persistência de elementos histórico-culturais emanados de uma matriz civilizacional asiático-confuciana e seria um instrumento político cultivado pelo regime. Tratar-se-ia, assim, de um nacionalismo defensivo e voltado para a estabilidade interna, e não agressivo como o das grandes potências.

Outra característica muito questionada do regime, o culto à personalidade dos líderes, é associado a Stalin por “sensacionalismo” e por desconhecimento de seu fundamento histórico e político, segundo os autores.  Na verdade, explicam, o costume baseia-se no neoconfucionismo e suas concepções de reverência paterna e respeito formal aos mais velhos e ao rei, valores atualmente utilizados como um dos elementos legitimadores do regime e da sucessão hereditária: “Contando com o equilíbrio de poder entre a monarquia e a aristocracia yangban, esse sistema possibilitou a manutenção da estabilidade por mais de quinhentos anos. […] A liderança quase sacralizada representa mais um símbolo de unidade nacional do que o poder em si mesmo”.

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REF: 9788539305858 Categorias: , , Tags: ,

Autor:
Helena Hoppen Melchionna, Analúcia Danilevicz Pereira e Paulo Fagundes Visentini

Número de páginas:
200

ISBN:
9788539305858

Editora:
Unesp

ID do produto: 6518

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