Walter Benjamin – barbárie e memória ética

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Walter Benjamin foi um profanador da tradição, uma espécie de Anjo Satanás – aquele que carrega rebelião e iluminação profana. Walter Benjamin pode ser pensado como um rabbi marxista cuja teologia havia se materializado através de sua relação com os objetos; seu Medium era a linguagem, sua força de pervivência: a história, a história dos excluídos. Assim, Benjamin via na pauperização moderna dos processos de preservação da memória, bem como na manipulação estética da política, o avançar do inimigo que não cessava de vencer: a barbárie. Mas ele sempre deixou igualmente muito claro que “não há documento de cultura que não seja também documento de barbárie”. Disso decorre nosso ceticismo em relação à história e àqueles que a escreveram. O que nos leva, imediatamente, ao apelo por uma ética da memória que seja capaz, mesmo que, gestualmente, ler a história a contrapelo. Não nos admira que uma das palavras mais recorrentes nos textos desse rabino marxista seja tarefa. Mas qual era a sua? Ensinar-nos a ler o invisível, o mudo, o inaudito. Ou até mesmo ler o que ainda não foi escrito, fazer pulsar o sintoma dos interstícios, das cesuras, dos limiares da história. Desse modo, o livro Walter Benjamin: barbárie e memória ética revela-se em uma reunião de textos que colocam em jogo nesse Spielraum, nesse espaço de discussão dialética, o pensamento constelacional e imagético de Walter Benjamin. Sobretudo em tempos sombrios, a tarefa de elaboração de um pensamento ético, aqui proposto pelos autores, será a provocação de um verdadeiro estado de exceção que não corresponda ao atual.[Texto de Helano Ribeiro]

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Autor:
Ricardo Timm de Souza, Bruna de Oliveira Bortolini, Helano Ribeiro, Manuela Sampaio de Mattos, Marcos Messerschmidt, Tiago dos Santos Rodrigues (orgs,)

Número de páginas:
200

ISBN:
9786557780053

Editora:
Zouk

ID do produto: 8284

Descrição

 

Informação adicional

Peso 0.25 kg